Maceió,
04 de janeiro de 2010.
"Você
nunca sabe que resultados virão
da sua ação. Mas se você
não fizer nada, não existirão
resultados". (Mahatma Gandhi)
Sra. Desembargadora,
O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário
de Alagoas (SERJAL) tem acompanhado com
atenção a luta de V. Ex.ª
para assegurar o direito legal que tem
este Poder de receber 6% receita líquida
do Estado, como seu duodécimo.
Para nós, são mais que necessárias
as declarações públicas
de V. Ex.ª manifestando a preocupação
de iniciar mais um ano administrativo
sem conhecer o valor que será disponibilizado
ao Judiciário para o cumprimento
de suas obrigações constitucionais.
De modo objetivo e claro, queremos dizer-lhe
que esta entidade defende com firmeza
os dispositivos legais que norteiam a
elaboração da Lei Orçamentária
Anual, responsabilidade do Executivo,
com a garantia do atendimento à
determinação do Supremo
Tribunal Federal (STF).
Como todos sabemos, a Corte Suprema garantiu
o repasse devido ao Tribunal de Justiça,
defendido pela Ilma. Desembargadora num
Mandado de Segurança.
Ao deixar claro que sua gestão
não abre mão de garantir
ao Judiciário o que lhe é
devido por lei, V. Ex.ª o faz com
base em argumentos justos e inegavelmente
corretos.
Fazemos nossos esses argumentos, para
nos colocarmos na mesma linha de ação
em defesa da prestação jurisdicional
célere, eficiente e qualificada.
Esse objetivo, que é uma necessidade
de toda sociedade alagoana, nos toca diretamente
enquanto servidores do Poder Judiciário.
Como V. Ex.ª tem dito, a eficiência
da Justiça depende da vontade de
fazê-la eficiente, mas também
e principalmente de estrutura e melhores
condições de trabalho para
seus operadores.
Nós, servidores, temos dado inequívocas
e constantes demonstrações
de que fazemos e queremos um Judiciário
ágil e eficiente. Sem nos alongarmos,
citamos como exemplo mais recente desse
compromisso o intenso trabalho que desenvolvemos
para cumprimento da Meta 2, determinada
pelo Conselho Nacional de Justiça
(CNJ).
Entretanto, temos absoluta convicção
de que a Justiça que todos queremos,
depende, em termos reais, de concurso
público, da abertura de novas comarcas,
da informatização. Realidade
que não se constrói sem
recursos financeiros.
Diante das manifestações
públicas de V. Ex.ª, tanto
aquelas divulgadas pela Mídia,
quanto nas reuniões mantidas com
esta entidade, cremos que estes são
os seus objetivos no comando da Corte
Estadual de Justiça.
Por isso, com a certeza de que nos move
a mesma vontade de fazer o Judiciário
aproximar-se mais e mais da população,
nos juntamos a esta Presidência
na luta para garantir o duodécimo
no valor previsto em Lei. Inclusive pela
convicção de que, no Estado
Democrático de Direito, decisão
judicial deve ser cumprida.
Respeitosamente,
A Diretoria do SERJAL