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Informativo - Ano IV - Nº 211 - junho/2010
Bleine Oliveira - Jornalista Responsável
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Entrevista:
Ednor
Gonzaga Júnior
Ednor
Gonzaga Júnior |
A
luta do SERJAL para que o Plano de Cargos, Carreiras
e Subsídios que a presidência do
TJ quer adotar tem como principal justificativa
a valorização de nossa categoria
e a isonomia entre todos os servidores do Judiciário
alagoano. “Não podemos aceitar
desigualdades ou classes inferiores e superiores.
Defendemos um princípio da Justiça,
ou seja, queremos a igualdade entre os iguais”
- afirma o presidente de nosso Sindicato. Nessa
entrevista, eles discorre sobre os vários
pontos que o SERJAL vê como prejudiciais
à maioria dos servidores, principalmente
aqueles do 1º Grau. Leia abaixo:
Quais os pontos negativos da proposta que a
presidência do TJ apresentou ao Pleno?
O anteprojeto fere todos os nossos ideais em
relação ao tão sonhado
Estatuto Nacional dos Trabalhadores do Judiciário.
Ao invés de unificar carreiras (mesma
função/mesmo salário),
a proposta cria servidor de 1ª e 2ª
classes. Isso é insistir em dividir nossa
categoria.
Como essa divisão se materializa?
Sob a idéia equivocada de “premiar”
aqueles com mais de 20 anos, a minuta propõe
remuneração maior para servidores
de 2º Grau. E aqueles que, no 1º Grau,
têm o mesmo tempo, como ficam?
O que o SERJAL propõe então?
Antes de tudo quero deixar claro que não
somos contra os companheiros do 2º Grau.
São valorosos servidores, a maioria deles
filiada a nosso sindicato. Portanto, lutamos
também por seus direitos. O que defendemos
desde que tomamos conhecimento extra- oficial
do anteprojeto é que os benefícios
sejam extensivos a todos os que estejam nas
mesmas condições, seja no 1º
seja no 2º Grau. Defendemos tratamento
igualitário!
Há artigos que inviabilizam
a progressão funcional de parte dos servidores?
Lamentavelmente, o projeto não estimula
o servidor a se qualificar para desenvolver
sua atividade de forma mais eficiente, o que
poderia levá-lo a progredir na carreira.
Da forma como está, a proposta estimula
a competição ao mesmo em que inviabiliza
a progressão visto que para consegui-la
será necessário que um companheiro
de trabalho se aposente ou morra. Isso pra nós
é chocante!
Quanto a remuneração,
o que o SERJAL questiona?
Os valores apresentados na minuta não
incluíram os 8% de database que acabamos
de conquistar, faltando apenas a sanção
do Executivo. Neste ponto se estabelece outra
grave discrepância.
Se a database não for incluída
no PCCS haverá servidores que terão
poucos mais de 5% de reajuste no reenquadramento,
e casos ... (Continua na página 2). em
que o aumento pode chegar a 40%. Isso terá
que ser corrigido.
Todas as situações foram
analisadas ou uma consulta aos servidores será
importante?
Há vários pontos que gostaríamos
de discutir e pra isso voltamos a encaminhar
ofício à desembargadora presidente
pedindo não só que nos remeta
o projeto, mas que também nos receba
em audiência para discuti-lo.
Entendemos como fundamental que possamos submeter
cada item à assembléia geral de
nossa categoria. Somente assim os servidores
vão poder analisar a proposta de acordo
com a situação funcional que têm.
Nossas considerações serão
encaminhadas à administração
do TJ para que veja se há nelas viabilidade.
É isso que reivindicamos!
Há entre os desembargadores quem
considere as reivindicações dos
servidores?
Neste sentido quero destacar a lucidez do voto
proferido pelo desembargador Eduardo Andrade.
Ele disse claramente que há necessidade
de que o anteprojeto seja legitimado com a participação
do SERJAL, em sua elaboração.
O desembargador fez também referências
a PEC 190/2007, que institui o Estatuto Nacional
dos Trabalhadores do Judiciário. Sua
excelência parece entender bem nosso anseio
e nossas preocupações, ao dizer
que a PEC “longe de mera suposição,
constitui realidade inevitável”.
O voto dele é um alento pois traduz claramente
o que estamos dizendo desde que a minuta foi
encaminhada ao Tribunal Pleno. Queremos agradecer
ao desembargador Eduardo Andrade pela clareza
de suas posições.
Qual a expectativa dos servidores em
relação ao PCCS?
Continuamos insistindo em sermos ouvidos e considerados.
Por isso esperamos confiantes que a desa. Elizabeth,
com quem sempre mantivemos uma relação
de respeito e cordialidade, compreenda a justeza
de nossa reivindicação.
A aprovação de nosso PCCS é
uma necessidade da categoria.Por isso é
nosso desejo viabilizá-lo com o caráter
de Justiça que os trabalhadores do Judiciário
merecem.
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PCCS:
Sindicato volta a requerer que servidores
sejam ouvidos
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A
direção do SERJAL voltou
a encaminhar ofício à
desembargadora presidente do TJ, Elizabeth
Carvalho, requerendo que a categoria
seja ouvida sobre o Plano de Cargos,
Carreiras e Subsídios que sua
gestão quer implantar no Judiciário
alagoano.
Nossa entidade solicitou que seja
permitido ao Sindicato ter acesso
à minuta do PCCS, incluindo
todos os seus anexos e modificações
realizadas. “Como dissemos no
ofício, o SERJAL precisa ter
efetiva participação
nesse projeto inclusive fazendo uma
consulta à categoria”
- disse nosso presidente, Ednor Júnior.
A justificativa dele, e isso foi dito
à desa. Elizabeth, é
que, dessa forma, o PCCS pode ser
legitimado como instrumento de valorização
dos servidores do Poder Judiciário
alagoano.
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Database:
SERJAL acompanha tramitação
no Executivo atento a risco de veto
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Estamos acompanhando a tramitação
dos projetos que nos garantem a database
2010 e o reajuste da indenização
de transporte dos Oficiais de Justiça.
Aprovados pela Assembléia Legislativa
Estadual, os projetos estão no
Executivo para sanção do
governador Teotônio Vilela Filho.
O Gabinete Civil do governo e a Procuradoria
Geral do Estado solicitaram informações
ao SERJAL e todas, bem como alguns documentos,
já foram encaminhados.
Estamos fazendo gestões para evitar
o risco de serem vetados. Isso exigiria
nova mobilização para derrubar
os vetos no Legislativo.
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Corpus
Christi (expressão latina que significa
Corpo de Cristo) é uma festa que
celebra a presença real e substancial
de Cristo na Eucaristia. É realizada
na quinta-feira seguinte ao domingo da Santíssima
Trindade.
Conta a história que um sacerdote
chamado Pedro de Praga, de costumes irrepreensíveis,
vivia angustiado por dúvidas sobre
a presença de Cristo na Eucaristia.
Decidiu então ir em peregrinação
ao túmulo dos apóstolos Pedro
e Paulo em Roma, para pedir o Dom da fé.
Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto
celebrava a Santa Missa, foi novamente acometido
da dúvida. Na hora da Consagração
veio-lhe a resposta em forma de milagre:
a hóstia branca transformou-se em
carne viva, respingando sangue, manchando
as toalhas do altar sem no entanto manchar
as mãos do sacerdote.
A 11 de agosto de 1264, o Papa Urbano IV
lançou de Orviedo para o mundo católico
através da bula Transiturus do Mundo
o preceito de uma festa com extraordinária
solenidade em honra do Corpo do Senhor.(Fonte:wikipedia.org/wiki/Corpus_Christi)
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