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Sandra
Mara Oliveira
Diretora de Formação Sindical
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Ser
sindicalizado... |
Jan 2010
| Ser
sindicalizado... |
Parte1 |
Há algum tempo venho refletindo com vocês
qual a importância do sindicato e de estarmos
unidos por ele. Cada vez mais me convenço de
que ser sindicalizado é acima de tudo PARTICIPAR!
Sim, participar, sair da passividade, deixando de
ser vítima da história para fazer história.
No mês de dezembro, em Brasília, junto
com os companheiros Ednor e Leda, pude mais uma vez
sentir a importância dos sindicatos e dos movimentos
sociais na construção da história
do nosso País. Estávamos lá lutando
pela tão almejada PEC 190, e contra a Resolução
88 do CNJ que amplia a jornada de trabalho dos servidores
do Judiciário. Graças a união
dos sindicatos presentes conseguimos que a comissão
especial da PEC 190 fosse de fato instaurada.
Todos que lá estavam precisaram se mobilizar
com suas bases para que os deputados comparecessem
e a reunião tivesse o quórum necessário.
Pude perceber o tormentoso caminho pelo qual uma PEC
ou um projeto de lei passa no Congresso Nacional para
ser aprovada. Vi que é difícil, mas
não impossível.
Nesse mesmo dia, assistimos com pesar a truculência
da Polícia Militar do DF ao conter a manifestação
de estudantes contra a corrupção em
protesto contra os atos praticados pelo governador
Arruda.
Pude presenciar também a mobilização
de várias categorias, como os agentes penitenciários,
policiais, médicos, os notários e registradores
e até mesmo crianças que reivindicavam
a partilha do pré-sal em prol de projetos que
lhes beneficiem. O que todas essas categorias tinham
em comum era o desejo de mudar e a fé de que
só com a participação a mudança
é possível.
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Jan 2010
| Ser
sindicalizado... |
Final |
Vejo
com tristeza que a nova geração, na
qual eu me incluo, aquela que cresceu assistindo Turma
da Xuxa e demais enlatados da Rede Globo, nasceu com
um pacote pronto e acabado de direitos. Direitos esses
conquistados pelas gerações anteriores
com muito suor e lágrimas, e ao qual parece
não dar o mesmo valor. Acredito que muitos
jovens por que hoje se beneficiam de tais direitos,
não têm noção da importância
deles.
Não é exagero dizer que para que eu
hoje pudesse escrever e publicar este artigo muita
gente perdeu a própria vida. Por isso, temos
que valorizar e defender nossos direitos com unhas
e dentes. Estamos vivenciando um momento em que para
os detentores do poder os direitos dos trabalhadores
são luxo e devem ser abolidos a todo custo.
Precisamos acordar para essa realidade. Tudo que nós
temos de direitos hoje foram conquistados, e não
dados como um presentinho de Papai Noel. É
como disse Helder Molina: “Do céu só
cai chuva, sol e as benções da fé.
Todos os direitos trabalhistas, direitos sociais,
políticos, que temos hoje, foram conquistados
através de muitas lutas da organização
sindical, dos movimentos sociais. Tudo é fruto
de lutas. Se lutando já é difícil,
sem luta é muito mais!”
É
dentro desse contexto que eu respondo a pergunta:
“pra quê se sindicalizar?” Será
que é para receber a URV, 10%, 20% ou até
100% de aumento? Eu gostaria que a resposta de todos
vocês fosse a seguinte: “sou sindicalizado
porque sou cidadão e porque acima de tudo eu
PARTICIPO!”.
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SERJAL
50 anos:
conquistando direitos! |
Sandra
Mara Oliveira
Diretora de Formação Sindical
Contato
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A Que grande dia! É assim que avalio o dia 05/06/09, quando
realizamos o Seminário Comemorativo dos 50 anos do SERJAL.
O tema principal do nosso encontrou foi a PEC 190: Por que a Justiça
não é Estadual e nem Federal e sim Nacional.
Também foi o momento de discutir o papel do sindicato e
dos servidores, como agentes ativos da cidadania, com a brilhante
palestra do Promotor de Justiça e professor de Ciência
Política, Dr. Tácito Yuri.
Um sindicato independente, desburocratizado e acima de tudo protetor
dos direitos dos seus filiados sem se tornar fechado em si mesmo,
participante dos movimentos que o cerca, foi a mensagem deixada
por Tácito Yuri.
Ser sindicato e ser autêntico, ter uma relação
de respeito e não de subordinação com o patrão.
Que as assembléias sejam espaços para a livre manifestação
do pensamento, para denunciar o que deve ser denunciado, sem medo
de reprimendas. Isso é direito, com certeza, adquirido
desde a Constituição de 1988, mas que muitos teimam
em negar.
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Ser sindicato é ser autêntico, ter uma relação
de
respeito e não de subordinação
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Isso sim é ser um sindicato cidadão. Em seguida
realizamos um painel com os companheiros Marcus Robson do Sindjus
e Evilásio Freire de Oliveira, do Sintufal, onde debatemos
as conquistas e os desafios do sindicato no serviço público.
Marcus Robson nos fez ver que um dos maiores desafios é
o distanciamento que o servidor público tem dos demais
trabalhadores. O servidor público, na maioria das vezes,
não se enxerga como um trabalhador, o que na verdade é
um grande engano que tem por conseqüência a falta de
apoio da sociedade em momentos de enfrentamento com o patrão
(Estado).
Além disso, na realização de uma greve, por
exemplo, não atingimos apenas o Poder e sim a população
que precisa do serviço público. Por isso, faz-se
necessário que entendamos o nosso papel de trabalhadores
propriamente ditos, que entendamos que a nossa luta é a
mesma dos demais e isso só se faz com a criação
de uma identidade que se forma com a ação conscientizadora
do sindicato na vida dos servidores.
SERJAL
50 anos: conquistando direitos!
Parte
2 |
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Já o nosso companheiro Evilásio, do Sintufal, mostrou
que as conquistas vieram com a nossa Constituição
Cidadã, mas que aos poucos estes direitos estão
sendo surrupiados ao longo dos anos, após a inúmeras
emendas. Somos o País das PEC´s e das MP´s!
Além disto, a descentralização ocorrida com
os trabalhadores em geral tem se tornado um grande desafio, pois
falta o entendimento de que todos os servidores públicos
tem um único patrão que é o ESTADO. A experiência
do companheiro Evilásio foi o maior destaque na sua participação,
nos dando um exemplo de vida voltado para o sindicalismo.
Infelizmente, a Deputada Alice Portugal, não compareceu
ao nosso evento, mas nem por isso deixamos de discutir a tão
esperada PEC 190. Os companheiros Gláucio Guimarães,
diretor jurídico do SERJAL, Maria José da Silva,
presidente da Fenajud, e o nosso presidente Ednor Júnior,
finalizaram o nosso encontro com uma discussão realista
sobre o tema.
O companheiro Gláucio teceu algumas considerações
jurídicas sobre a PEC 190, mostrando-nos que para que um
Estatuto Único dos Servidores se torne realidade serão
necessários dois enfrentamentos: primeiro exigindo celeridade
na aprovação da PEC propriamente dita, pois a proposta
de emenda tem um texto simples que não terá dificuldades
em sua aprovação; o segundo enfrentamento e o mais
difícil é o de conteúdo, pois caberá
ao Supremo Tribunal a criação de lei complementar
que instituirá o Estatuto dos Servidores do Poder Judiciário.
Ele nos mostrou que a criação de um Estatuto Único
é algo complexo que não se resume a equiparação
salarial, mas a todos os outros aspectos da vida funcional, tais
como férias, recessos, plantões, práticas
cartorárias, dentre outras.
Precisaremos ficar atentos a esse momento, pois estará
nas mãos dos Ministros do Supremo o futuro dos servidores
do Judiciário, o que exigirá um acompanhamento e
a supervisão da Federação Nacional dos Servidores
a fim de que tais mudanças tragam efetivamente benefícios
para a grande maioria dos servidores.
SERJAL
50 anos: conquistando direitos!
Final |
Nossa
companheira Zezé, presidente da Fenajud reafirmou o compromisso
pessoal e da Federação com a aprovação
da PEC 190 e conclamou todos os servidores a assumirem para si
essa luta. Há várias maneiras de ajudar e uma delas
é entrando em contato com os deputados federais de Alagoas
a fim de que apóiem a nossa proposta.
A Fenajud e o Serjal estão constantemente em Brasília
agilizando a PEC 190, bem como demais projetos de interesse dos
servidores, como aposentadoria especial, porte de arma, isenção
de IPI, dentre outros. Enfim, a mensagem da PEC 190, bem como
de todo o nosso encontro é a Uni/ao, União esta
que se traduz na participação de todos, de várias
formas. Atuando diretamente na vida sindical, lendo, debatendo,
mandando e-mails, participando de cursos, palestras, assembléias,
ajudando a formar pessoas conscientes de seu papel .
Termino este artigo agradecendo a todos que ajudaram na realização
do seminário e homenageando aos servidores que participaram
do referido evento. Que nos ajudem a disseminar a idéia
de um sindicato de mentes que pensam e se expressam livremente
e que não tem medo de lutar para a melhoria da sociedade.
Parabéns ao SERJAL pelos seus 50 anos. Parabéns
a todos nós, servidores do Poder Judiciário de Alagoas!
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